Dicas de Pirenópolis, Goiás

Pirenópolis, Goiás – O que fazer, quando ir e onde ficar

Pirenópolis é uma cidade histórica que fica no estado de Goiás, a 130 km de Goiânia e a 150 km de Brasília.

A mineração ocupou um importante papel no desenvolvimento da região, especialmente nos séculos XVIII e XIX, e deixou como legado uma rica cultura através da gastronomia e arquitetura. Além, é claro, de inúmeras cachoeiras, belezas naturais e de um povo muito hospitaleiro.

Devido aos ricos casarões e igrejas centenárias, a pequena Pirenópolis foi tombada como Patrimônio Nacional pelo Iphan em 1989. Decerto, uma bela região que vale a pena conhecer.

Nesse post, compartilho um roteiro de 2 dias sobre o que fazer em Pirenópolis, assim como dicas de onde ficar, o que comer e aproveitar muito a viagem.

O que fazer em Pirenópolis

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Dicas de Pirenópolis – Goiás

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Quando ir

A melhor época de ir a Pirenópolis e curtir as cachoeiras vai de maio a julho, logo depois que a temporada de chuva termina, entre setembro e março, e as quedas d’água ficam mais cheias.

Agora, se você gosta de eventos regionais, certamente marque na agenda a Festa do Divino e as Cavalhadas, que acontecem um mês e meio depois da Páscoa. E também o Festival Gastronômico de Pirenópolis, que acontece em agosto, um acontecimento que reune chefs renomados que focam em receitas regionais do cerrado e também da culinária brasileira.

Onde fica Pirenópolis

Como mencionamos no início de do post, Pirenópolis fica no estado de Goiás a 130 km de Goiânia e a 150 km de Brasília. Uma cidade do cerrado brasileiro a 775 metros de altitude.

A maior cidade da região é Jaraguá, que fica a 42km de Pirenópolis. E algumas das cidadezinhas vizinhas são Corumbá de Goiás, Cocalzinho de Goiás e São Francisco de Goiás.

Onde ficar em Pirenópolis

Pelo que notei, existem basicamente dois tipos de hotéis em Pirenópolis. Os que ficam dentro da cidade, que são do estilo pousadas, pequenos porém charmosos, aconchegantes e acolhedores. E os que ficam fora da cidade, que oferecem uma estrutura mais familiar, com piscina, parquinhos, chalés e afins.

Optamos por ficar em um hotel fora da cidade, mas a experiência foi regular e não sinto vontade de indicar esse o lugar. Contudo, tenho certeza que demos azar, pois há muitas opções bonitas e charmosas em Piri.

Abaixo deixo o link de algumas pousadas em Pirenópolis que cogitei ficar durante minhas pesquisas:

Pousadas próximo ao centrinho histórico:

Pousadas fora da cidade:

O que fazer em Pirenópolis

O que fazer em Pirenópolis

Roteiro: 2 dias em Pirenópolis


Estrada entre Brasília e Pirenópolis

Saímos de Brasília na sexta feira a noite para passar o final de semana em Pirenópolis, ou Piri, como a chamam os íntimos (risos).

Para nossa alegria, as estradas são boas.

Inicialmente pegamos uma pista dupla, seguida de uma pista simples e fizemos a viagem sem grandes problemas. Contudo, vale lembrar que as estradas requerem atenção, especialmente para quem está acostumado com as rodovias em São Paulo, pois há chance de ter animais cruzando a pista.

Ao longo do caminho o relevo do planalto foi sendo substituído por serras e o visual ficou bem bonito, mesmo a noite. Pegamos chuva na ida e os relâmpagos iam iluminando as serras e nos dando dimensão da mudança de relevo.

Dica de parada: Posto Jerivá

Na ida (e na volta) paramos no posto Jerivá. Certamente, aqui na região de Brasília, ele é um sucesso e uma daquelas atrações que já se criou obrigatoriedade. Resumindo: TEM QUE parar no Jerivá.

Achei a experiência no Posto Jerivá legal. Como somos gulosos, experimentamos várias coisinhas, dentre elas uma coxinha MARAVILHOSA, o jerê (tipo um pastelzinho de forno recheado) também muito gostoso, a incrível muçarela e a pamonha doce, simplesmente deliciosa!

Não deu pra experimentar mais coisas porque tivemos de repetir a coxinha! 🙂

O lugar acaba sendo um posto de celebração da gastronomia típica da região. Então espere encontrar queijos e doces artesanais, legumes e vegetais frescos, linguiças da roça, frango caipira, comida por quilo típica, entre outros.

Sugiro levar pra casa o pão de queijo, tem gostinho de caseiro. Vale a pena dar uma paradinha!


SERRA DA CANASTRA, MG – O QUE FAZER, ROTEIRO E ONDE FICAR

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Dia 1 em Pirenópolis

No sábado pela manhã, tomamos café e #partiu cachoeira e trilha!

Existem muitas, mas muitas trilhas e cachoeiras nessa região de todos os tipos e para todos os gostos.

Reserva do Abade

A primeira trilha que fizemos foi a da Reserva do Abade que possui uma estrutura incrível! Para chegar até lá é preciso ir de carro e pegar um trecho de aproximadamente 8km de estrada de terra.

Conseguimos ir de carro com certa tranquilidade, mas é importante ficar atento a época de chuva. Com certeza, carros mais simples, menos potentes e sem a devida manutenção, sofrerão um pouco, mas não é impossível o acesso, na minha percepção.

A trilha é toda calçada, no entanto, isso não significa que não impõe desafios, especialmente se você é iniciante em trilhas, mas podemos dizer que essa é uma trilha leve.

O acesso custa 40 reais por pessoa, crianças e idosos pagam meia. Estávamos com uma jovem idosa que se saiu muito bem na trilha e vimos também crianças.

Quem curte a natureza, silêncio e pouca gente, certamente sugiro chegar cedo. Depois de um certo horário, entre 11 horas e meio dia, as cachoeiras ficam mais cheias, movimentadas e barulhentas.

Cerrado brasileiro

Cachoeira do Abade e a trilha do Vale

Quando chegar na Reserva do Abade, tem dois caminhos para escolher. A trilha do Abade, de 500 metros, que já leva você direto para a cachoeira do Abade. E a trilha do Vale, de 2500 metros, que te leva a mirantes, cachoeiras (incluindo a do Abade) e a ponte da tremedeira.

Minha dica é começar pela trilha do Vale, assim como fizemos! Vale a pena reservar meio dia para as cachoeiras ou mais tempo se você curte se banhar. Dá pra passar o dia todo só na reserva do Abade.


Dicas do que levar para trilha

Nós somos trilheiros de final de semana, então, as dicas abaixo são para quem está começando ou que nunca fez trilhas! A galera profissional vai aproveitar algumas dessas dicas, mas com certeza são informações básicas! 🙂

Dê preferência aos tênis ou papetes, sem dúvida isso te dará mais segurança. Ademais, escolha sapatos que possam molhar, pois assim você conseguirá entrar na cachoeira com ele e isso vai te ajudar a caminhar pelas pedras.

Recomendo também roupas leves ou de ginástica, assim como protetor no rosto e corpo (mesmo em dias nublados), repelente, boné ou chapéu, uma canga ou toalha para estender no chão. E claro, não se esqueça da água para se manter hidratado, afinal nem todo lugar tem restaurante.

Caso for passa o dia, a dica é levar sanduíches, barrinha de cereais ou frutas para um lanchinho.


Reserva do Abade, Goiás

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Fazenda Babilônia

Da Reserva do Abade seguimos para a Fazenda Babilônia, uma fazenda da época colonial, construída por escravos no século XVIII e tombada pelo IPHAN .

Você pode optar por fazer apenas a visitação, que custa 22 reais, ou pode optar pela visitação e um café colonial maravilhoso com quitutes da época, 78 reais por pessoa quando fomos.

Adivinha o que escolhemos? Obviamente que a visitação com quitutes, aliás o café da fazenda nos foi muito bem recomendado.

A fazenda Babilônia de Pirenópolis, GO, mantem o casarão principal bem preservado e cuidado, contudo a senzala e as oficinas não foram preservadas. O lugar foi considerado um dos maiores engenhos do Brasil, mas também deu espaço para uma agricultura diversificada ao longos dos anos.

Visitar lugares como esse para mim é tomar conhecimento da nossa história e compreender o que nos constitui. É um processo de materialização da história, você vê, sente, vive a experiência e eu amo isso!

Além disso, achamos muito interessante ver o espaço da Fazenda da Babilônia ainda em operação. Vimos a proprietária cozinhando, carros de bois em pleno funcionamento, a estrutura da casa e sua história contada. Tudo isso traz vida ao local e nos insere em uma experiência, não apenas em um lugar de contemplação.

Café colonial da Fazenda Babilônia

Depois da visita fomos tomar o café colonial e logo aviso, vá com fome (muita fome), pois é comida pra mais de metro!

Adorei a decoração da mesa do café colonial, alegre e bem posta. Sem contar que estava recheada com pãezinhos doces e salgados, broa de milho, biscoito de queijo, bolo da senzala, brevidades, pau a pique, mané pelado, entre outros. Ainda teve carne na lata (boa demais!), linguiça caipira, carne de redenho à moda da casa e a lista segue.

Alguns itens levam dias para fazer, como o bolo de fubá de arroz. E além de tudo isso, as receitas são históricas! Sem dúvida, uma experiência muito especial.

Estava tudo uma delícia e ainda nos permitiram levar o que já havíamos começado a comer.

Nem preciso dizer que já quero voltar e repetir a dose!

O que fazer Pirenópolis a noite

A noite fomos ao centro de Pirenópolis passear e nos surpreendemos, que lugar charmozinho!

As ruas são de paralelepípedos, a arquitetura das casas remonta da época colonial e são predominantemente brancas, contudo os arcos das portas e janelas são coloridos. Um charme só!

A Rua do lazer estava lotada e é lá que ficam os restaurantes e barzinhos da cidade. Logo, adorei que a circulação de veículos é proibida nesse local.

Como ainda estávamos cheios da orgia gastronômica do café colonial, resolvemos apenas sentar em um dos barzinhos para tomar alguma coisa e observar a agitação do lugar.

Pra quem gosta de agito, decerto a Rua do Lazer é o lugar para sair a noite em Pirenópolis!

Dicas de Pirenópolis, Goiás

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Dia 2 em Pirenópolis

No dia seguinte, domingo, acordamos e #partiu cachoeira e trilha!

Isso mesmo, fizemos o mesmo esquema do primeiro dia, pois o legal de viajar para Pirenópolis é esse encontro com a natureza. O nosso cerrado brasileiro!

Reserva Ecológica Vargem Grande

Começamos o passeio pela Reserva Ecológica Vargem Grande para conhecer as cachoeiras do Lazaro, Santa Maria e Véu da Noiva.

O acesso a essa reserva é pela mesma estrada da Reserva do Abade, então nem tivemos que pensar muito.

Na Reserva Ecológica Vargem Grande temos duas opções de caminhos. A trilha para a cachoeira Santa Maria, de 500 metros calçada e leve. Bem como a trilha para a cachoeira do Lázaro, que fica pertinho do Véu da Noiva, e tem 1300 metros.

Ambas são calçadas, porém, a Cachoeira do Lázaro tem muitas escadas e eu considero de nível médio. Vale muito a ida!

A cachoeira do Lázaro é maravilhosa! Também sugiro começar por ela que é a mais distante.

Pagamos R$45 por pessoa para entrar na reserva e R$22,50 reais a meia entrada – preço pode mudar sem aviso prévio.

Cachoeiras de Pirenópolis

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Almoço em Pirenópolis

Voltamos para o centrinho de Piri para almoçar.

Nos indicaram um lugar chamado Pensão Padre Rosa, que serve comida tipicamente goiana e que além da qualidade, impera na fartura. Contudo, acabamos comendo em um restaurante do centro, pois ainda teríamos que pegar estrada para retornar a Brasília.

O que achamos de Pirenópolis

Pirenópolis em Goiás é realmente um lugar interessante e gostoso de se visitar. Mistura natureza, história, gastronomia, certamente um lugar bom para muitos gostos!

Vale a pena conhecer!

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Respostas de 6

  1. Ola Mariana, estamos indo a Pirenópolis em novembro, dá para aproveitar a região? Para dois dias completos na cidade o que vc recomenda? somos um casal de 61 e 67 de idade que gosta de conhecer novos lugares e um pouco de aventura. Na cidade conseguimos fechar com empresa de transporte para nos levar às atrações?

  2. Oi Mariana, tudo bem?
    Então, irei para Pirenópolis em Janeiro. Uma dúvida: no dia inteiro do roteiro, consigo fazer a reserva do ABADE, de Vargem Grande e a Fazenda Babilônia, por serem na mesma estrada? Ou não dá tempo? E se considerar que não dá tempo, e eu tiver q escolher entre uma e outra, qual acha mais interessante, Abade ou Vargem Grande? Pelo que li, parece Abade.

    1. Oi Ana, Tudo bem?
      Obrigada pela visita, então, primeiramente a reserva do ABADE, de Vargem Grande e a Fazenda Babilônia não são na mesma estrada, a Babilonia é em outra estrada.
      Agora te respondendo, dá para fazer as três coisas no mesmo dia, desde que você acorde bem cedo, mas eu não indico!
      Gastamos pelo menos meio dia em cada lugar para fazer as trilhas com calma.
      Sobre qual indicar, a Mari disse que achou a Vargem Grande mais bonita, mas a trilha exige um pouco mais de disposição (risos).
      Será que ajudamos?

      PS: respondi sua pergunta com as dicas que a Mariana acabou de me passar, ela que escreveu o texto e que mandou todas as dicas. 🙂

  3. Goatari dr saber se da pra curtir la so por um dia tipo minha folga e na quarta-feira. Sera q da pra ir cedinho e curtir ate atarde?
    No aguardo.

  4. Preciso ir a Pirenópolis mas também necessito do máximo de informações sobre como chegar à comunidade de Caxambu, para negociar com Coopetativa de produtores de Baru.
    Moro em Teresina, Piauí.
    Meu Whatssap ——-

    1. Oi Carlos,
      Tudo bem?
      Não fornecemos esse tipo de serviço, esse artigo é para dar dicas de passeios e atividades turísticas em Pirenópolis.
      Obrigada por compreender.

      PS: deletei seu número de whatsapp para sua segurança e privacidade.

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